31 de janeiro de 2015

Fui morar sozinho

"Agora que eu fiz 18 anos e me formei na escola, vou me inscrever em uma faculdade e ir morar em outra cidade com uma amiga; não vejo a hora de ir para outro lugar".
Não se engane. Essa não uma frase dita por mim quando encerrei meus 11 anos de escola, e sim por muitas adolescentes mulheres que chegam na idade da escolha. A idade na qual precisam escolher se irão se esforçar para tornar realidade aquele sonho que se fortaleceu cada vez mais durante todo o Ensino Médio. Morar sozinha.
Óbvio que não é o tipo de sonho pintado de rosa e com detalhes em branco que serve apenas para toda garota, mas com certeza os homens normalmente não são os mais interessados em abandonar o paraíso chamado "Casa dos Pais", que fica ao redor do seu quarto e curiosamente é o mesmo lugar onde você morou a vida inteira. O lugar perfeito. Não tem roupa suja, a louça está sempre lavada, a comida na mesa quando chega da escola, o lanchinho no balcão quando vai sair para o trabalho e o dinheiro na cabeceira da cama se resolve ir para aquela festa na casa do amigo no meio da semana. E nas sextas-feiras, o quarto limpo e arrumado, pronto para mais um final de semana de muitas bagunças. Acho que se pensasse bem, ninguém sairia de casa, porém...
Temos os nossos aventureiros. Jovens, normalmente mulheres entre 17 e 21 anos, que resolvem ser independentes quando começam a sentir o cheiro, o gosto ou o prazer da maioridade. Arrumam trabalho, fazem matrícula na faculdade e tiram o dinheiro do cofrinho para alugar um apartamento e comprar alguns móveis usados ou novos para o novo lar. Tudo isso para ligar pra casa chorando quando ver chegar a conta de água, a luz, o condomínio e somar os valores gastos no mercado.
Do jeito que falo até parece que é a pior coisa do mundo, deve ser porquê me sinto parte daquele grupo de pessoas que só de pensar em sair de casa e já começa a sentir falta da mãe, pronto para chorar de saudade mesmo antes que cheguem todas as contas para pagar.
E têm aqueles casos que nem são tão raros das pessoas que preferem "quebrar os pratos" com o seu colega de aluguel que parecia tão íntimo nas fotos do Facebook, e então larga até emprego para voltar para sua cidade, seus pais, seus amigos e os antigos problemas, que depois de toda a experiência vivida parecem ainda mais tranquilos de administrar, mesmo quando se lembra das crises mais fortes de relacionamento com tudo ao seu redor.
Morar sozinho, ou com os amigos, ou com namorado (a) não é uma decisão ruim ou boa, é apenas uma decisão, um pouco mais importante do que a maioria que você já tomou, mas é um decisão. E como eu sempre digo: "São escolhas". São escolhas que vão mudar o futuro e talvez tudo ao seu redor. São grandes detalhes que te tornam bem sucedido, ou não. No final das contas são escolhas.
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