11 de agosto de 2014

Exclusão não, evolução

Entrar em um estádio lotado e ver todas as pessoas com uma energia positiva, embaladas pelo grito de um grupo que se pinta com as cores do time do coração e dá a vida para fazer de cada jogo uma festa diferente para todos que acompanham a partida. Torcem de um jeito diferente, mais expostos e mais empolgados. Criam faixas e cartazes em busca do título de melhor torcida da última semana e gritam mais alto que o narrador na hora do gol.
Pode chamar isso de torcida organizada, aquelas que precisam apoiar, gritar, torcer e ajudar a levantar a equipe nos momentos mais difíceis, mas mesmo assim, sofrem preconceito e estão ameaçadas de instinção, mas, por quê?
Torcidas organizadas são compostas por aqueles caras que devem ficar atrás da goleira gritanto "vamo, vamo!". Torcida de verdade não persegue todo treinador, não vive vaindo jogador e depois da vitória vai comemorar dentro de quadra junto com o time.
Infelizmente, ou felizmente, torcida que reclama demais, e tem torcedores que não entendem de futebol fazendo avaliações completamente precipitadas, sempre terá o resto dos torcedores contra si. Isso não é legal, é problema, e problemas precisam ser resolvidos.
Torcedores têm o direito de opinar? Com certeza, todos têm. É preferível, porém, que não fale qualquer coisa no calor da emoção nem cometa excessos.
Ok. Não vamos nos prender apenas aos detalhes, pois eu sou uma das pessoas que ficaria feliz se um torcedor gritando palavrão fosse a pior coisa que acontece durante uma partida de futebol. Socos, empurrões e discussões que chegam às vias de fato, confrontos com a polícia, com adversários e companheiros de torcida, isso tudo e muito mais ainda acontece. E o pior, acontece principalmente nas organizadas.
É uma pena, porque as organizadas dão um brilho especial à cada jogo, mas podem não sobreviverem por muito tempo se continuarem seguindo o mesmo caminho. Precisam evoluir para não serem excluídas.
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