17 de fevereiro de 2014

Nossa tecnodependência

Computadores, televisões, splits, geladeiras, lâmpadas e toda a tecnologia representam nada sem energia elétrica. E se ela acabar, o que vamos fazer? Então, cito a vocês uma situação que eu creio ser real, mas não tenho certeza. É só um resumo de como as coisas talvez tenham acontecido na noite de quarta-feira.

A energia desapareceu e...
Entristecido foi como ficou um gremista quando olhava o jogo do seu time e as coisas se apagaram. O ventilador desligou, a lâmpada quase queimou, a luz enfraqueceu e a televisão - com muita sorte - apenas apagou. A vizinha não conseguiu terminar o preparo de seu delicioso bolo de chocolate e a massa murchou - quase desnecessário dizer que ela ficou com raiva e teve que medir a pressão no posto de saúde, onde demorou mais de uma hora para ser atendida.
Continuando... 
O vizinho da frente, cujo o nome é João e não gosta de muita coisa, se sentou na frente de casa - angustiado - com a sua mulher, para falar da vida dos outros. Os adolescentes tiveram que chorar a falta dos computadores e apelaram para os celulares, smartphones e tablets, dos quais a bateria é limitada e deve acabar em poucos instantes.
Reparou a semelhança?
As pessoas envolvidas não abriram sorrisos em seus rostos e ficaram angustiadas, nervosas e intolerantes. Óbvio que não havia detalhado isso antes, mas eu sei que isso aconteceu. Em pouco tempo, o assunto acabou, a bateria dos aparelhos tecnológicos também, o bolo ficou apenas nos planos e o torcedor não pode ver, se quer, o único gol de seu time na noite.
Que coincidência, o fato acontecer no mesmo dia em que uma mulher passou na rua e disse "antigamente era tudo mais bonito, bem mais divertido". E lembro a vocês que naquela época não existiam celulares, energia elétrica e luz ligada o dia inteiro. No calor, era calor de verdade. Não tinha um ar-condicionado em cada casa, diferente de hoje, onde tem um em cada cômodo.
Algumas pessoas se sentem nestas situações, pois já passaram por isso, ou sabem que ainda vão passar e se identificam com as atitudes. Outros preferem nem se importar com o que leram e talvez tenham parado de ler na metade do texto. E esses mesmos, podem procurar a internet amanhã, tendo apenas o jornal como opção.

E aí, já reparou?
Reparou no quanto nós somos dependentes das coisas que utilizamos? Viciados em televisão, habituados a assistirem canais por assinatura, acostumados a internet e computadores, devotos do ar condicionado no inverno e no verão, corrompidos pela tecnologia e fiéis à energia elétrica.
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