20 de janeiro de 2014

Meia passagem não é gasto, é investimento

Passagem cada vez mais cara, estradas esburacadas e onde está o direito de ir e vir? Se for a pé, é atropelado, se for de carro, fura o pneu, se for de ônibus não tem dinheiro para o almoço, se não for, não cresce na vida. Essa é a rotina de muita gente que batalha pela evolução e crescimento capital imposto pelos padrões da nossa amada e consciente sociedade.
Alguns ainda ajoelham-se diante de todos para investir na conversa de conscientização ambiental para "obrigar-nos" a utilizar os ônibus de nossas cidades. Deixo claro que não sou contra essa iniciativa. Pelo contrário, dou meu apoio. Para mim, porém, isso é como comer fruta - todos dizem ser saudável, mas não incentivam o seu consumo, deixando os preços cada vez mais altos e abusivos para o atual consumidor. Da mesma forma funciona o transporte público, que dizem ser mais benéfico devido a preservação do meio ambiente, mas está cada vez mais caro e com a qualidade gradativamente inferior em muitos locais.
Óbvio que reconheço o esforço de algumas cidades que incentivam a melhora deste famoso meio de transporte. Teutônia é uma dessas. Santa Cruz do Sul é outra.
Como estudante, trabalhador e jovem colunista, me sinto na "satisfatória obrigação" de representar a opinião desta grande parcela da população do nosso país, que gasta com todo o tipo de estudo e qualificação para se enquadrar em algumas necessidades sociais, mas parece esquecida quando o assunto é incentivo financeiro.
Por favor, levante a mão o estudante que paga meia passagem no ônibus ou tem o famoso passe-livre.
- Acho que só aqui os estudantes não pagam meia passagem - destacou alguém que mora em uma cidade cujo nome prefiro poupar. Aliás, como dizem, para bom entendedor meia palavra basta.
Infelizmente, essa é a realidade de muitas cidades do nosso Estado e do nosso país. São quase três reais, ou mais, para ir ao trabalho, outros três para voltar para sua casa, um pouco mais para ir e voltar da faculdade e sem esquecer do dinheiro gasto ao meio dia - hora de almoçar. Já somou? Imagina se tivesse que fazer isso cinco dias por semana e, ainda, ser liberado duas horas antes do fim de sua aula na faculdade, pagando mais de cinquenta reais para fazer absolutamente nada.
Creio que todos os estudantes tenham vários anseios para expressar. Reivindicações para melhorar a sua vida pessoal e, também, a de seus colegas. E isto não pode ser tratado como um simples gasto. A meia passagem no transporte público, ou o passe-livre, são investimentos importantes e necessários. Para muitos parece pouco, mas você sabe como alguns centavos a menos podem fazer a diferença em cada subida no ônibus. Não é gasto, é investimento. Um investimento que alimenta o desejo de estudar, tornando os estudantes cada vez mais capacitados no mercado de trabalho e o nosso país mais desenvolvido.
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