31 de dezembro de 2013

Ser Mesquinho

Esse é o tipo de assunto que eu comecei a pensar nas aulas de Sociologia e História do professor Moacir. Assunto que muitos insistem em falar e poucos insistem em pensar. É uma pérola de diamante pronta para ser lapidada, mas que para muitos parece uma simples lasca de rocha remanescente dos nossos antepassados. São padrões de uma sociedade frágil e comum na hora de refletir sobre suas atitudes.
O tênis de marca, o quarto bonito, a casa gigante, o estojo de canetinhas com 24 cores que você nunca vai usar, o lápis de cor branca e assim por diante. Algumas servem apenas para alimentar o seu ego e te tornarem mais alegres em alguns momentos, mas outras servem para absolutamente nada.
- Nada? - Me perguntaram.
É, nada mesmo. A não ser que sirva para você ver que existem algumas coisas que nunca irá precisar, mesmo se estiver no fundo do poço, ou no alto dele.
E de que adianta eu continuar escrevendo? Até eu peco pelo exagero. Porém mesmo querendo tudo de qualidade e de agradável aparência, só irei consumir se realmente me faz bem e se eu sei que pode fazer a diferença no meu dia-a-dia. É mais um dos meus desejos: fugir desse padrão tosco da sociedade.
Exemplo bom é aquela namorada que você tem só para o inverno e "chuta" no verão. Aquela que você pega em um mês e termina no outro.
- A gente não deu certo -, dizem os mais novos.
Que nada. Você já sabia que não iria dar certo, mas teve que sanar as dívidas da vontade exagerada e dos desejos excessivos que não te levam a lugar algum. Você só tentou mostrar para todos que aquela que eles queriam, queria somente você. Mas isso te causou enjoo. Sim, pois não queria aquilo e fez somente para impressionar aos amigos, inimigos e o restante das pessoas.
O mesmo serve para o carrão, com câmbio automático, trio elétrico, ar-condicionado, direção hidráulica e que você só usa para impressionar quem te visita, deixando dias e meses na garagem, até achar que está na hora de comprar outro, para impressionar ainda mais as pessoas que te cercam.
- Ai Deivid, tu age como se fosse perfeito, não cometesse erros e só fizesse coisas boas -, alguns devem estar pensando. 
Preciso ser direto sobre isso. O nobre garoto que lhes escreve deve ser um dos mais imperfeitos entre os "tops de imperfeição". E falo isso por saber dos meus erros e por querer corrigi-los. Pelo simples fato de saber que faltam protestos, faltam atitudes, falta conscientização séria e verdadeira, falta sinceridade, falta amizade, falta punição, falta educação, falta viver na vida real e barrar a mania mesquinha de correr atrás das melhores impressões e eu tenho a impressão de que você já parou para pensar em também corrigir seus erros.
Se eu errei ao afirmar que você refletiria sobre isso, não perderei tempo pedindo desculpas, pois quem me deve desculpas é você, que torna meu bairro, minha cidade, meu estado, meu país e meu mundo cada vez mais livres de coisas corretas - e isso não é algo positivo. Garanto.
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