22 de dezembro de 2012

Ainda há tempo para mudar

A gente nasce, cresce e é ensinado que precisamos trabalhar, juntar dinheiro, estudar para conseguir uma casa grande, um carro do ano, poder ter uma televisão enorme, roupas caras, resumindo, impressionar as pessoas. A gente é ensinado a valorizar o que deveria ser desprezado, a gente leva em consideração os valores errados, as condutas erradas. A gente vive a vida para os outros, pelos outros. A gente realiza os sonhos dos outros, as vontades dos outros. A gente veste as roupas que os outros queriam usar, a gente compra coisas que os outros queriam comprar... A gente fala coisas só pra impressionar. A gente ama uma pessoa porque nos dizem que devemos amar, a gente casa porque temos que casar, ta lá, na mente das pessoas, milhares e milhares de condutas que temos respeitar.
A gente mora numa casa, com pessoas que a gente não escolhe morar, a gente anda com pessoas que os nossos pais dizem ser adequadas pra a gente andar, a gente frequenta uma escola que parece ser a certa para a gente frequentar. A gente não tem liberdade de escolha, a gente vive os sonhos dos outros, trabalha com o emprego dos outros, vive a vida dos outros.
E nesse mundo todo voltado para os outros, onde fica a nossa própria vontade?
Simples resposta. Guardada. Trancada dentro da gente, aprisionada pelo medo, pelo temor da mágoa. A gente não fala que não quer viver essa vida, a gente a vive da mesma maneira, gostando ou não. A gente não se liberta, não vive para a gente. A gente passa o tempo todo fingindo, tentando agradar algum que no fundo não ta nem ai pra gente.
E quer saber mais? A gente não sabe viver de outro jeito... Aqueles que conseguem sair do casulo são reprimidos, chamados de rebeldes. Que pai ou mãe ia querer ter um filho que não concordasse com as coisas que lhe são impostas? Nenhum, óbvio. O mundo todo caiu no conformismo, tá todo mundo imóvel, sem reação. E o pior de tudo é que a gente ta sendo trancafiado dentro da gente mesmo. Vêm de nós essas amarras que nos prendem, vem da gente, da educação que a gente recebeu. Tá na hora de deixar de ser ignorante, toda essa hipocrisia já era, esse tempo “água de salsicha“ tem que acabar. Vamos parar de viver para os outros, vamos assumir a nossa individualidade, botar a cara a tapa e mudar essa realidade. A gente pode mudar, todo mundo pode sair do poço, a gente tem capacidade pra realizar nossas próprias vontades.
A partir de agora meu mundo é outro, a vida agora é minha, as escolhas são minhas, as consequências também são minhas. Os outros na minha vida serão sempre os outros, independentes de que forem. PRA MIM O COMFORMISMO JÁ ERA!


Por: Geovana Moraes
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